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Por Luís Gustavo. Veja como pesquisamos e revisamos nosso conteúdo.
O mundo tem lugares tão inusitados que parecem cenário de filme. Separamos 5 curiosidades sobre destinos reais.
1. Existe uma cidade que fica em dois continentes ao mesmo tempo
Istambul, na Turquia, é dividida pelo estreito de Bósforo — uma parte da cidade fica na Europa, e a outra, na Ásia. É possível atravessar de um continente para o outro em poucos minutos de barco ou metrô.
2. Um país inteiro não tem exército
A Costa Rica aboliu oficialmente seu exército em 1948, redirecionando o orçamento militar para educação e saúde — uma decisão que segue em vigor até hoje.
3. Existe um lago cor-de-rosa que é assim o ano todo
O Lago Hillier, na Austrália, tem uma coloração rosa intensa e permanente, causada por microorganismos e alta concentração de sal — visível até de avião.
4. Um país usa um fuso horário que não é de hora cheia
O Nepal tem um fuso horário de UTC+5:45 — um dos poucos países do mundo com um deslocamento de horário em múltiplos de 15 minutos, em vez da hora cheia mais comum.
5. O “povoado mais isolado do mundo” tem população permanente
Tristão da Cunha, no meio do Oceano Atlântico Sul, é considerada a ilha habitada mais remota do planeta — o barco mais próximo de suprimentos regulares leva dias de viagem para chegar até lá.
Antes de fechar a mala, vale saber como lidar com enjoo durante a viagem, um problema comum em estradas e voos longos. E boa parte da graça de conhecer lugares novos está na comida local — tem muita curiosidade gastronômica escondida em pratos que parecem simples.
Petra, a capital nabateia escavada na rocha da Jordânia
No sul da Jordânia, Petra foi a capital dos nabateus, um povo árabe que se instalou na região por volta do século IV a.C. A cidade prosperou no século I d.C., com população estimada em 20 mil pessoas, até ser anexada pelos romanos em 106 d.C. Para viver em pleno deserto, os nabateus construíram barragens, cisternas e canais que guardavam a água da chuva e controlavam as enchentes repentinas.
Um terremoto em 363 destruiu muitas construções e danificou o sistema de água, e a cidade acabou quase abandonada. O mundo ocidental só voltou a ouvir falar dela em 1812, quando o explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt chegou ao local. A Unesco incluiu Petra na lista do Patrimônio Mundial em 1985, e em 2007 ela foi eleita uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo. A entrada mais famosa é o Siq, um desfiladeiro que em alguns pontos tem apenas 3 a 4 metros de largura.
Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo vira espelho quando chove
No sudoeste da Bolívia, a cerca de 3.650 metros de altitude, o Salar de Uyuni cobre aproximadamente 10.500 km² e é a maior planície de sal do planeta. Ele se formou com a secagem de lagos do fim do Pleistoceno. Estima-se que guarde cerca de 10 bilhões de toneladas de sal, das quais menos de 25 mil são extraídas por ano. No meio do salar fica a Ilha Incahuasi, coberta de cactos gigantes, que é o topo de um antigo vulcão que ficou submerso.
Na época das chuvas, uma lâmina fina de água se espalha pela superfície e transforma o salar num espelho de cerca de 129 km de extensão, que reflete o céu. Debaixo da crosta há salmoura rica em lítio. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a Bolívia tem cerca de 23 milhões de toneladas em recursos de lítio, dos aproximadamente 150 milhões de toneladas medidos e indicados no mundo, atrás apenas da Argentina.
Cataratas do Iguaçu, quase 300 quedas na fronteira entre Brasil e Argentina
O rio Iguaçu despenca num conjunto de quedas que se estende por cerca de 2,7 km. Dependendo da vazão, os especialistas contam de 150 a 300 quedas, e o número mais citado é 275. O nome vem de palavras indígenas que significam “água grande”. A maior queda é a Garganta do Diabo, de 82 metros, um cânion em forma de ferradura por onde passa a divisa entre os dois países e por onde cai cerca de metade da água do rio.
O primeiro europeu a registrar as cataratas foi o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, em 1541. A vazão média gira em torno de 1.750 m³ por segundo, mas varia muito: em 9 de junho de 2014 chegou a 45.700 m³ por segundo, o maior valor já medido. O parque argentino foi inscrito como Patrimônio Mundial da Unesco em 1984, e o brasileiro, em 1986.
Atacama, o deserto onde a NASA ensaia a busca por vida em Marte
No norte do Chile, o Atacama é considerado o deserto não polar mais seco do mundo, com cerca de 105 mil km². A chuva média é de aproximadamente 15 mm por ano, e em alguns pontos não passa de 1 a 3 mm. Na parte central já foram registrados períodos de até quatro anos sem nenhuma chuva.
A NASA descreve a região como um laboratório natural: ali só sobrevivem micróbios muito resistentes, e os cientistas usam o terreno para testar instrumentos e métodos de detecção de vida pensados para Marte. O céu seco e sem poluição luminosa também atrai astrônomos. No planalto de Chajnantor, a cerca de 5.000 metros de altitude e 50 km a leste de San Pedro de Atacama, funciona o ALMA, radiotelescópio com 66 antenas inaugurado em 2013.
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Cidades entre continentes e países sem exército mostram que o mapa guarda mais surpresas do que parece. Para um exemplo antigo de como lugares se conectam, leia 6 curiosidades sobre a Rota da Seda.
