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Por Luís Gustavo. Veja como pesquisamos e revisamos nosso conteúdo.
Quem tem pet em casa sabe que eles têm personalidade própria — mas a ciência por trás do comportamento deles é ainda mais interessante. Separamos 5 curiosidades.
1. Cachorros conseguem “sentir o cheiro” de emoções humanas
Estudos mostram que cães conseguem detectar mudanças em compostos químicos liberados pelo corpo humano associados a estresse e medo — parte do motivo pelo qual eles parecem “perceber” quando estamos ansiosos.
2. Gatos passam a maior parte da vida dormindo
Um gato adulto pode dormir entre 12 e 16 horas por dia, em média — um comportamento herdado de ancestrais selvagens que precisavam poupar energia para caçar.
3. O ronronar do gato pode ter função além de “estar feliz”
Pesquisas sugerem que a frequência do ronronar pode estar ligada a processos de autocura e redução de estresse, sendo registrado até em momentos de dor ou ansiedade, não só de contentamento.
4. Cães conseguem aprender centenas de palavras
Alguns cães, especialmente das raças mais treináveis, já demonstraram capacidade de reconhecer centenas de palavras e comandos diferentes em estudos controlados — bem mais do que a maioria imagina.
5. Gatos têm um “terceiro olho” (tecnicamente)
A membrana nictitante, ou “terceira pálpebra”, é uma camada extra de proteção ocular que a maioria dos gatos tem, geralmente não visível a não ser que o animal esteja doente ou sonolento.
Pra continuar explorando esse assunto, dá uma olhada em curiosidades sobre plantas e em fenômenos climáticos.
Há quanto tempo cães e gatos vivem com a gente
Os dois chegaram à casa dos humanos por caminhos diferentes. Para os cães, um estudo publicado na revista Nature em março de 2026 identificou DNA de cães em Pınarbaşı, na Turquia, com cerca de 15.800 anos, e na caverna de Gough, na Inglaterra, com cerca de 14.300 anos. A descoberta recuou em mais de 5 mil anos a evidência genética direta mais antiga, que até então ficava em torno de 10.900 anos. A análise de isótopos sugere que as pessoas de Pınarbaşı provavelmente alimentavam os cães com peixe, e os animais eram enterrados de propósito, sinais de convivência próxima.
Com os gatos, a história é outra. Um estudo de 2017, na Nature Ecology & Evolution, analisou DNA de mais de 200 gatos antigos e concluiu que todos os gatos domésticos descendem do gato selvagem africano, o Felis silvestris lybica. A domesticação teria começado há cerca de 10 mil anos, entre os primeiros agricultores do Oriente Próximo. O Egito entrou depois, como centro de comércio: gatos viajavam em navios para caçar ratos, e ossos de gatos com ancestralidade egípcia apareceram até em sítios vikings perto do mar Báltico.
Os cães enxergam o mundo em azul e amarelo
A ideia de que cachorro vê tudo em preto e branco não se sustenta. O laboratório de Jay Neitz, da Universidade de Washington, mostrou que a visão de cores dos cães se parece com a de uma pessoa com daltonismo vermelho-verde. Enquanto nós temos três tipos de cones na retina, os cães têm dois, o que os deixa distinguir bem o azul e o amarelo, mas confundir vermelho, laranja e verde, que aparecem em tons de cinza-amarronzado.
Isso explica por que uma bolinha laranja jogada na grama verde pode sumir de vista, mesmo para um cachorro com ótima visão. Os cães também têm mais bastonetes do que cones, as células que trabalham melhor com pouca luz e captam movimento.
Orelhas que alcançam frequências que nós não captamos
Tabelas de audição da Universidade Estadual da Louisiana (LSU) trazem faixas aproximadas: cerca de 64 a 23.000 hertz para humanos, 67 a 45.000 para cães e 45 a 64.000 para gatos. Em português claro, os dois bichos escutam sons muito mais agudos do que o nosso limite, e o gato vai mais longe que o cão. Os cães são mais sensíveis na região entre 4 e 10 mil hertz, onde estão muitos sons do ambiente.
A própria LSU faz uma ressalva: os estudos usam métodos diferentes, então não vale levar a comparação entre espécies ao pé da letra. Mesmo assim, o recado é claro. Aquele ruído que ninguém na casa percebe pode estar bem audível para o animal.
Gatos não sentem o gosto doce
Em 2005, pesquisadores do Monell Chemical Senses Center publicaram na PLoS Genetics o motivo. O receptor do doce depende de duas proteínas, T1R2 e T1R3. No gato, o gene da T1R2 é um pseudogene: perdeu um trecho de 247 pares de bases e não produz a proteína, então o receptor não chega a se formar. O mesmo defeito apareceu em um tigre e em um guepardo analisados, o que sugere que ele é comum à família dos felinos.
Segundo os autores, o restante do paladar do gato funciona normalmente. Ou seja, o desinteresse por sobremesa não é frescura: falta a ferramenta biológica para perceber o doce.
Chocolate e animais de estimação: o petisco humano que preocupa
A ASPCA, associação americana de proteção animal, explica que o chocolate contém teobromina, substância da mesma classe da cafeína, à qual cães e gatos são sensíveis. Quanto mais escuro o chocolate, mais teobromina ele tem; o branco tem quase nenhuma, mas qualquer chocolate pode causar pancreatite por causa do açúcar e da gordura. Cães pequenos precisam de bem menos chocolate para sentir efeitos. Versões sem açúcar podem trazer xilitol, que provoca queda de açúcar no sangue e lesão no fígado em cães.
Os sinais leves incluem vômito, diarreia, sede aumentada e agitação; os graves, batimento irregular, tremores e convulsões. Se o animal comer chocolate, a orientação da ASPCA é guardar a embalagem para identificar tipo e quantidade e falar logo com um veterinário.
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Um cão que aprende centenas de palavras mostra que a inteligência animal vai além do que imaginamos. Entre os campeões nesse quesito estão os golfinhos, tema de 6 curiosidades sobre a inteligência dos golfinhos.
