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5 Curiosidades Sobre Reis e Rainhas Que a História Não Te Contou

julho 28, 2026
Coroa real, globo, cetro e espadas das joias da coroa da Baviera sobre almofada e veludo azul

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Por Luís Gustavo. Veja como pesquisamos e revisamos nosso conteúdo.

Coroas, cetros e tronos parecem coisa de conto de fadas, mas a vida real das monarquias sempre foi bem mais estranha (e interessante) do que qualquer história infantil. Separamos 5 curiosidades reais sobre reinados ao redor do mundo.

1. O xadrez nasceu como “treino de guerra” para nobres

O jogo de xadrez, com seu rei, rainha e “exército” de peões, surgiu na Índia por volta do século VI como uma simulação de estratégia militar para a nobreza. Séculos depois, virou o passatempo favorito das cortes europeias — e continua sendo hoje.

2. Nem toda coroação é tranquila

A coroação de Napoleão em 1804 teve um momento icônico: ele tirou a coroa das mãos do Papa e coroou a si mesmo, deixando claro que seu poder não vinha da Igreja. Um gesto calculado que virou símbolo de autoridade absoluta.

3. Alguns reinados duraram só minutos

Luís XIX da França foi rei por apenas 20 minutos em 1830, abdicando quase imediatamente após assinar os papéis. Existem outros casos parecidos ao longo da história — reinados tão curtos que mal entram nos livros.

4. A etiqueta real tem costumes curiosos

Relatos de ex-funcionários da casa real dizem que a família costuma evitar marisco em compromissos públicos, pelo risco de intoxicação em viagens — mas é um costume relatado, não uma regra oficial documentada, e o ex-chef Darren McGrady já mostrou um cardápio de 1989 em que a rainha comeu suflê de lagosta.

5. Sucessão nem sempre é o filho mais velho

Regras de sucessão variam muito: algumas monarquias históricas usavam sistemas eletivos entre membros da família, outras favoreciam irmãos antes dos filhos. A “primogenitura masculina” que a gente associa à realeza é só uma entre várias tradições possíveis.

Esse assunto também tem tudo a ver com curiosidades sobre guerras na história e com império inca, que valem a leitura.

Luís XIV, Elizabeth II e a disputa pelo reinado mais longo

Luís XIV subiu ao trono da França em 14 de maio de 1643, aos 4 anos, após a morte do pai, Luís XIII, e reinou até morrer, em 1º de setembro de 1715, em Versalhes, aos 76 anos. Foram 72 anos e 110 dias, o maior reinado registrado entre monarcas de Estados soberanos. Nos primeiros anos, claro, outros governaram em nome do menino, e a França atravessou a Fronda, a guerra civil que durou de 1648 a 1653.

Em segundo lugar vem Elizabeth II, de 6 de fevereiro de 1952 a 8 de setembro de 2022: 70 anos e 214 dias. O terceiro é Bhumibol Adulyadej, da Tailândia, que reinou de 9 de junho de 1946 a 13 de outubro de 2016, ou 70 anos e 126 dias. Em quarto lugar aparece Johann II, de Liechtenstein, de 12 de novembro de 1858 a 11 de fevereiro de 1929: 70 anos e 91 dias.

Maria Stuart, rainha da Escócia com seis dias de vida

Maria Stuart nasceu em 8 de dezembro de 1542. Seis dias depois, em 14 de dezembro, o pai, Jaime V, morreu, e ela virou rainha. Foi coroada em 9 de setembro de 1543, no Castelo de Stirling, e em agosto de 1548, com cerca de 5 anos, embarcou para a França, onde foi criada.

O reinado efetivo foi curto: abdicou em 24 de julho de 1567, aos 24 anos. Fugiu para a Inglaterra em 1568 e passou cerca de 18 anos e meio em cativeiro, até ser executada em 8 de fevereiro de 1587, no Castelo de Fotheringhay, aos 44 anos.

Dom Pedro II, o imperador que assumiu aos cinco anos

O caso brasileiro tem seu próprio recorde. Dom Pedro II nasceu em 2 de dezembro de 1825, no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, e, em 7 de abril de 1831, quando o pai, Dom Pedro I, abdicou, tornou-se imperador aos 5 anos. De 1831 a 1840 o país foi governado por regências em nome do menino.

Em 23 de julho de 1840, a Assembleia Geral o declarou maior de idade, aos 14 anos, e ele foi coroado em 18 de julho de 1841. O reinado terminou em 15 de novembro de 1889, num golpe militar que proclamou a República, após cerca de 58 anos e 7 meses, o mais longo da história brasileira. Dom Pedro II morreu em Paris em 5 de dezembro de 1891, aos 66 anos.

Hatshepsut e as estátuas quebradas: vingança ou ritual?

Hatshepsut governou o Egito no século XV a.C. Primeiro exerceu o poder em nome do jovem Tutmés III, ainda criança, e por volta de 1473 a.C. se declarou faraó. O Metropolitan Museum de Nova York data o período conjunto dos dois em cerca de 1479 a 1458 a.C.

Por muito tempo, atribuiu-se a Tutmés III uma campanha de vingança que teria destruído as estátuas dela. Em 2025, Jun Yi Wong, da Universidade de Toronto, defendeu na revista Antiquity outra leitura: os danos refletiriam sobretudo a “desativação” ritual das imagens, com quebras em pontos frágeis como pescoço, cintura e joelhos, e o reaproveitamento posterior como material de construção. Fragmentos foram achados espalhados, inclusive usados como enchimento de uma calçada do templo de Tutmés III. O estudo não descarta que parte da destruição tenha atingido a memória dela. Mais sobre esse Egito está no texto sobre múmias egípcias.


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Entre coroações teatrais e reinados de 20 minutos, as cortes sempre tiveram mais drama que os contos de fadas. Quem defendia esses tronos na prática aparece nas curiosidades sobre cavaleiros medievais.