
Este post pode conter links de afiliados. Se você comprar através deles, podemos receber uma comissão, sem custo adicional para você.
Por Luís Gustavo. Veja como pesquisamos e revisamos nosso conteúdo.
A Lua está lá, toda noite, quase sem ninguém prestar atenção nela. Mas por trás dessa bola cinza no céu existe uma história cheia de detalhes que a maioria das pessoas nunca aprendeu na escola. Separamos 5 curiosidades que vão mudar o jeito que você olha pra ela.
1. Você nunca viu o “lado escuro” da Lua
A Lua tem rotação sincronizada com a Terra: ela gira em torno do próprio eixo no mesmo tempo que gira em torno do nosso planeta. Resultado: sempre vemos a mesma face. O “lado oculto” só foi fotografado de verdade em 1959, por uma sonda soviética — e não, ele não é “escuro” no sentido de falta de luz, apenas escondido de nós.
2. A Lua está se afastando da Terra
Todos os anos, a Lua se distancia cerca de 3,8 cm da Terra — mais ou menos a velocidade que suas unhas crescem. Daqui a bilhões de anos, ela estará tão longe que os eclipses solares totais vão deixar de existir.
3. Ela é responsável pelas marés (e pelos seus dias mais longos)
A gravidade da Lua puxa os oceanos e cria as marés. Mas o efeito colateral mais curioso é que essa “freada” gravitacional está desacelerando a rotação da Terra: os dias ficam, em média, 1,7 milissegundo mais longos a cada século.
4. As “manchas” da Lua têm nome
O que parecem manchas escuras a olho nu são, na verdade, antigos mares de lava solidificada — os chamados “mares lunares” (como o Mare Tranquillitatis, onde pousou a Apollo 11). Com um telescópio simples, dá pra distinguir claramente essas regiões das áreas montanhosas mais claras.
5. Dá pra ver crateras da sua varanda
Você não precisa de um observatório profissional. Com um telescópio amador de entrada, já é possível ver crateras, montanhas e os mares lunares com um nível de detalhe surpreendente — principalmente perto da Lua Cheia ou da fase Crescente Gibosa, quando a luz rasante cria sombras que destacam o relevo.
Se você chegou até aqui, é bem provável que também vá gostar de saber mais sobre estação espacial internacional e sobre missão artemis.
A Lua provavelmente nasceu de uma colisão contra a Terra jovem
Pela explicação mais aceita, há cerca de 4,5 bilhões de anos, na época da formação do Sistema Solar, algo do tamanho de Marte bateu na Terra recém-formada e lançou ao espaço detritos fundidos e vaporizados. Esse material se juntou e formou a Lua, que hoje está a cerca de 384 mil quilômetros de nós. O corpo que teria causado o impacto recebeu o nome de Teia, a titã grega mãe de Selene, deusa da Lua.
As rochas trazidas pelas missões Apollo ajudaram a sustentar a ideia: os isótopos de oxigênio e outros elementos das amostras são tão parecidos com os de rochas da Terra que a coincidência seria improvável. A presença de anortosito, uma rocha clara, em toda a superfície sugere que a Lua já foi coberta por um oceano de magma, com centenas a milhares de quilômetros de profundidade.
Entre 127 °C e -173 °C: a Lua tem dias e noites extremos
Com uma atmosfera muito tênue, a temperatura na superfície lunar chega a cerca de 127 °C onde o Sol bate de frente e despenca para cerca de -173 °C no escuro, segundo a NASA. A gravidade lá é um sexto da terrestre, o que explica os saltos longos dos astronautas nas imagens das caminhadas lunares.
A Lua completa uma volta em torno da Terra em cerca de 27 dias terrestres e gira nesse mesmo ritmo, então cada ponto da superfície passa longos períodos seguidos sob o Sol e outros tantos no escuro. Como a Terra também se desloca, vemos o ciclo de fases se repetir a cada 29 dias, aproximadamente. Na lua nova, o lado oculto está com a luz do Sol de cheio, enquanto o lado voltado para nós atravessa a sua noite.
Seis missões Apollo trouxeram 382 quilos de rocha
Entre 1969 e 1972, as seis missões Apollo que pousaram na Lua trouxeram 382 quilos de rochas, amostras de solo, areia e poeira, reunidos em cerca de 2.200 amostras separadas de seis locais. Três sondas automáticas soviéticas somaram mais 300 gramas, de outros três pontos. Doze pessoas caminharam na superfície, de Neil Armstrong e Buzz Aldrin, na Apollo 11, a Harrison Schmitt e Eugene Cernan, na Apollo 17.
O material ainda é estudado. O Centro Espacial Johnson, da NASA, guarda as amostras e distribui perto de 400 delas por ano para pesquisa e ensino.
A Lua também treme
Os sismômetros deixados pelos astronautas da Apollo mostraram que a Lua sofre terremotos lunares. Os mais profundos, a centenas de quilômetros da superfície, são provocados pelas marés da Terra, que puxam e esticam a estrutura interna do satélite. Outro tipo vem do encolhimento da Lua conforme ela esfria, um processo que dura desde sua formação. Esses tremores têm origem a 20 a 30 quilômetros de profundidade, podem chegar a 5,5 na escala Richter e durar mais de dez minutos.
Impactos de meteoroides e a dilatação e contração das rochas entre a noite gelada e o dia quente também geram tremores mais rasos.
Quer ver isso com seus próprios olhos?
Se você curtiu essas curiosidades, a próxima etapa óbvia é apontar um telescópio pro céu. Para quem está começando, recomendamos:
Telescópio Astronômico Profissional Svbony MK105mm — ótimo custo-benefício para observação lunar e primeiros passos na astronomia amadora, com tripé incluso.
Aviso: link com nosso rastreio de afiliado no Mercado Livre.
Gostou? Compartilhe com alguém que também precisa parar de olhar pro celular à noite.
